Camila Araújo, bailarina natural do Vale do Capão, na Chapada Diamantina (BA), conquistou o segundo lugar no Concurso Negra Malê 2026, realizado no dia 1º de fevereiro, em Salvador. A artista esteve entre as oito finalistas da edição, que reúne mulheres negras de diferentes territórios da Bahia e é considerada uma das principais plataformas de visibilidade da dança afro-brasileira no estado.

Créditos: Beatriz de Paula
O Concurso Negra Malê é promovido pelo Bloco Afro Malê Debalê, reconhecido internacionalmente como o maior balé afro do mundo. A iniciativa valoriza a dança como linguagem de resistência, memória e ancestralidade, mantendo vivas histórias e saberes transmitidos por gerações por meio do corpo em movimento.

Camila Araújo, da Chapada Diamantina, conquista o 2º lugar no Concurso Negra Malê 2026. Créditos: Beatriz de Paula
A trajetória de Camila Araújo é marcada pela vivência comunitária, pela ancestralidade e pelo compromisso com as expressões culturais afro-brasileiras. Sua colocação entre as premiadas evidencia não apenas excelência técnica, mas também a força simbólica da presença de uma mulher negra do interior da Bahia em um dos concursos mais relevantes da cena afro-baiana.
A conquista do segundo lugar amplia o debate sobre representatividade e descentralização cultural, reforçando o protagonismo de artistas que constroem suas trajetórias fora dos grandes centros urbanos. Para Camila, a participação no concurso carrega um significado que ultrapassa o reconhecimento individual.

Créditos: Beatriz de Paula
“Conquistar o segundo lugar no Concurso Negra Malê é uma grande honra. Trago comigo a força dos meus ancestrais e do território da Chapada Diamantina. Representar o interior nesse espaço tão simbólico é afirmar que a dança afro nasce e se fortalece em muitos lugares, não apenas nos grandes centros”, afirmou a bailarina.
O resultado reafirma a importância do Concurso Negra Malê como espaço de valorização da dança afro-brasileira e de fortalecimento das identidades negras, celebrando corpos que narram histórias, resistências e futuros possíveis por meio da arte.
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Por redação Flora, com informações de Walli Fontenele.