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Balão a ar quente colore o céu da Chapada Diamantina

Contemplar a beleza da Chapada Diamantina de um ângulo totalmente inusitado é um sonho que virou realidade para poucos privilegiados nesse início do mês de janeiro.

Balão cruza o céu da Chapada. Foto: EME Amazônia.

Imagens de tirar o fôlego, seguidas de sensações de paz e tranquilidade. Esses sentimentos tomaram conta de quem contemplou a beleza da Chapada Diamantina a bordo do novo atrativo da região, o balão da Eme Amazônia.

Vista aérea a bordo do balão. Foto: EME Amazônia.

Desde os primeiros dias de janeiro, o piloto Cassiano Marques de Oliveira, que tem experiência de quase 6 anos e mais de 400 horas de voo principalmente nos céus da Amazônia, está realizando voos na região.

O piloto Cassiano Marques. Foto: EME Amazônia.

Até agora já foram feitos sete voos nos céus da Chapada e todos com absoluta segurança. A região escolhida foi a parte norte da região da Diamantina, em Lençóis, com voos sentido leste – oeste, tendo como referência a BR 242. Como uma forma de apresentar o passeio à população da cidade, um voo cativo foi realizado sob amarras em frente a igreja Senhor Bom Jesus dos Passos.

Voo cativo no centro da cidade de Lençóis. Foto: EME Amazônia.

 

Dois voos livres foram realizados ao final da tarde e os demais cedo da manhã. Nos voos matutinos, as aventuras começaram às 4h30, saindo de carro de Lençóis até uma das bases escolhidas para armar o balão, na região de Campos de São João, em Palmeiras. Durante o trajeto, o comandante Cassiano Marques dá uma breve aula balonismo, contando seu histórico, uma introdução de como é feita a montagem do balão, o sistema de propulsão a ar quente, a aeronavegabilidade, e aborda também detalhes para quem desejar dar continuidade ao curso de balonismo.

A correta avaliação do tempo, que requer ventos suaves, é necessária para a montagem do balão, sempre sob orientação e acompanhamento do piloto Cassiano Marques, que conta com uma equipe especializada para a operação. Tudo pronto, todos à bordo, balão inflado, e com muita suavidade, quase sem perceber, todos já estão a 100 metros do chão. O balão passa então a voar horizontalmente, variando as direções conforme as correntes de ar.  Nessa hora, o piloto avalia a direção, velocidade do vento e altitude, posicionando o balão para que siga sua trajetória para melhor aproveitar o passeio. A paisagem que se avista lá de cima é de soneto. Uma calmaria invade o viajante e faz com que os problemas do dia a dia sejam deixados no solo.

 

Voo logo após a decolagem. Foto: EME Amazônia.

 

“Voar sobre a Chapada Diamantina está sendo a realização de um sonho, uma conquista e uma superação do desafio de sair do Acre, percorrendo mais de 4 mil km de estradas, para realizar esses voos inéditos aqui. A Chapada Diamantina é um dos lugares mais bonitos para voar de balão de ar quente em nível mundial, com grande potencial. Suas paisagens são lindas, com suas serras, montanhas e morros escarpados, cânions e o bioma de transição de serrado e caatinga formam um conjunto espetacular”, declarou piloto Cassiano Marques.

Foi por essa paz e tranquilidade que Cassiano tem focado no principal produto da Eme Amazônia, sendo esta a primeira e única empresa a executar voos turísticos de balão no norte do Brasil. Com o balão com capacidade para 2 pessoas, além do piloto, a Eme segue operando nos próximos dias até inicio de fevereiro na região de Lençóis e Palmeiras.

 

O Morro do Camelo e o balão. Foto: EME Amazônia.

 

Histórico do balonismo na Chapada

Há mais de vinte anos, os primeiros pilotos a voarem na Chapada de Diamantina foram Sacha e Sandro Haim, com uma equipe de 5 pessoas. Os voos inéditos foram para o projeto documentário sobre as três chapadas brasileiras, vista de um balão.

Sacha e Sandro Haim na Chapada Diamantina em 1997. Foto: Reprodução.

Três anos após o feito dos irmãos Haim, o piloto Natal Gouveia fez um voo documentário para a ESPN. No ano seguinte, em 2001, outro voo foi feito para uma reportagem do Fantástico, com o repórter José Raimundo. Na sequencia mais alguns voos promocionais foram feitos, até que em 2003 Natal Gouveia mudou-se para Lençóis, tendo realizado cerca de 60 voos até o ano de 2012.
Ainda em 2008, quatro outros pilotos fizeram voos simultâneos numa tarde, decolando próximo ao morro do Pai Inácio: Rubens Kalousdian, Luiz Eduardo Consiglio, Jairo Fogaça e António Carlos Giusti, in memorian.

Recentemente, em novembro de 2017, o piloto Filipe Tostes, radicado na Chapada dos Veadeiros, fez um belo voo cruzando também o famoso Pai Inácio, decolando da região da barraca do Loro e pousando na BR-232. Sua intenção é retornar à região para realizar voos com passageiros, o que fortalecerá ainda mais o turismo de aventura.

 

O que os turistas acharam?

“Foi uma experiência incrível, primeiramente por toda credibilidade que a EME transmite ao cliente que vive um sonho desde o primeiro contato. Segundo por todo planejamento detalhado em transformar o vôo numa experiência exclusivamente única.” – Jacqueline Moreira.

Jacqueline Moreira.

“Voar e observar a Chapada Diamantina de cima foi uma vivência ímpar, uma constatação da imensidão da beleza do lugar.” – Rafael Victor Coutinho de Oliveira

Rafael Victor Coutinho de Oliveira

“Inesquecível oportunidade de ver o paraíso natural da Chapada Diamantina por cima. Os registros ficarão para futuras gerações da minha família que vive aqui, e também para toda a comunidade.” – Samuel Alves dos Santos, o Samuca.

 

Mais informações
Operação: Eme Amazônia | Cassiano Marques | CANAC 171.091
Base operacional: Lençóis, Bahia
Voos de instrução com balão para 2 passageiros
Consulte agência de turismo e faça sua pré-reserva
Informações:  WhatsApp +55 (68) 9 8100-8000 | E-mail: [email protected]
Valor: a partir de R$ 840,00 por pessoa

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