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segunda-feira, 7 maio, 2018 às 12:58 | Atualizado em: 10 maio, 2018 às 14:59

Conheça o artista plástico Dmitri de Igatu

Seus quadros, que trazem as paisagens da Chapada Diamantina, ganham exposição em julho.


Thais de Albuquerque


Nascido em Salvador e morador da Vila de Igatu há 16 anos, Dmitri de Igatu é artista plástico, fotógrafo, guia de turismo, músico, empreendedor… o homem é “multi”.
Com obras que retratam fielmente as paisagens da Chapada Diamantina através da pintura realista, quem acompanha seu trabalho pode assistir a uma evolução muito significativa em seus quadros, que ganham cada vez mais complexidade nos detalhes.

Sua história com as artes plásticas começou há quase 20 anos, quando participou de oficinas de arte e criação no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). A técnica que lhe despertou maior interesse foi a pintura e o suporte escolhido para desenvolver sua habilidade foi o tecido, dedicando-se a isso diariamente.
Em 2002, foi ao Festival de Lençóis expor suas camisetas pintadas com temas da Chapada Diamantina e, pra sua própria surpresa, vendeu todas. Dois meses depois, Dmitri estava se mudando para Igatu em busca de mais inspiração.

Artes para camisetas, há mais de 10 anos

Ele passou anos pintado paisagens da Chapada em camisetas. Pintou tanto que enjoou. Sentia que podia e precisava olhar para outras possibilidades. E foi durante uma caminhada na floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, que ele conheceu Mário Bands, um grafiteiro local que o convidou para pintar um muro. “O convite foi inusitado. Mário me chamou para ir lá ‘deixar um trampo em nossa galeria’. Quando fui conhecer o Alemão, fiquei impressionado! A galeria é a rua principal da favela, cheia de grafites de artistas cariocas e gringos. Foi incrível estar ali, pintando num espaço aberto e democrático. Uma mudança radical na minha forma de ver e produzir arte!” Relembra Dmitri, que pintou outros murais no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Mural feito em 2017.

 

Mural feito em 2017.

 

Mural 3D feito em 2010 no Jóquei Clube, no Rio de Janeiro. Esta obra rendeu grande repercussão na mídia.

 

Obra “O Pescador Solitário e o Rio Invisível” no Rio das Pedras, Boca do Rio – Salvador/BA

Sete anos se passaram. O artista já tinha passado pelas telas e contava com algumas exposições no currículo. Foi quando, em 2009, ele fez um curso com artista Alexandre Reider. “Pra mim, o Alexandre é a maior referência da pintura de paisagem no Brasil. Ter aulas com ele foi, sem dúvida, um grande salto no meu desenvolvimento artístico” diz Dmi.

Dmitri também trabalha como Guia de Turismo e Fotógrafo. O trabalho como guia mantém o artista em constante contato com a natureza, vivenciando quase que diariamente aquilo que leva pra suas telas.

Dmitri guiando expedição ao Monte Roraima, na Venezuela

Foi também através de seu trabalho como guia que Dmitri conheceu diversos fotógrafos que lhe ensinaram a ter um olhar mais criativo e apaixonado pra natureza. A fotografia é uma paixão que surgiu em razão da pintura, pois ele utiliza fotos para pintar suas obras. Desta forma, as atividades de guia, pintor e fotógrafo se complementam.

Cordilheira Huayhuash, no Peru

Nova fase, novas obras
Recentemente, com a gestação de sua esposa, Dmi pôde passar mais tempo em casa e pôr os projetos de pintura pra frente “Telas sujas, cavaletes empoeirados, tintas fora da validade, parecia impossível voltar a pintar, mas comprei tudo que precisava online, recebi o material em casa e mãos à obra! Sem pretensão fui fazendo sketches – que são estudos sem detalhes – só pra sentir o pincel voltando à tela, sendo que minha produção de 2011 pra 2018 foram apenas 5 telas (praticamente parado). Em novembro, recebi a visita do meu único professor Alexandre Reider, o mesmo que citei acima! Isso reacendeu muito meu coração de artista. Foram 9 anos sem pintar a óleo e uma volta incrível. Eu estava mais maduro a tinta correu bem. Após o nascimento de minha filha, tive que ficar mais tempo em casa e a pintura foi minha válvula de escape. Entre uma fralda e outra, sigo pintando uma tela atrás da outra e pela primeira vez uma produção a óleo – a técnica dos grandes mestres da pintura!” Comemora Dmitri.

Dmitri em seu novo ateliê.

Exposição
Vem exposição por aí! Dia 13 de julho, em Lençóis, acontece a abertura da exposição “VEREDAS DO SINCORÁ”, que ficará aberta ao público até o dia 28 de julho na Casa do Patrimônio (IPHAN), na Rua da Baderna.
Para conhecer mais o trabalho de Dmitri, siga seu perfil no Instagram e Facebook.

 

 

 



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