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II Festival de Chorinho de Mucugê

Principal apresentação do festival, o grupo de Salvador Os Ingênuos, é capitaneado por Cacau do Pandeiro, com 84 anos, um dos ícones da música nacional. Foto: Thaís de Albuquerque.

O Chorinho, música genuinamente brasileira, foi a trilha sonora do feriado da Semana Santa da Chapada Diamantina. Nos dias 30 e 31 de março, a Praça dos Garimpeiros, no centro de Mucugê, recebeu os principais nomes do estilo musical da Bahia no II Festival de Chorinho da cidade.

Na abertura do evento, realizada no coreto na quarta-feira, dia 27, os moradores abriram suas janelas e tomaram conta das calçadas para ver a banda tocar. “Esse momento foi quando percebemos que o chorinho e Mucugê são coisas que se completam. Essa afinidade nos motivou a elegê-la a cidade para receber o único festival de chorinho do estado. Apenas com uma edição realizada, a comunidade já o considera como seu patrimônio”, afirma o músico e realizador do evento, Carlos Pitta.

O primeiro dia foi dedicado à realização de workshops, que contou com a participação de 120 crianças e adolescentes. Eles aprenderam sobre história da MPB, cantada através do bandolim, e a trajetória do violão brasileiro com enfoque na Bossa Nova, com Aderbal Duarte, um dos maiores violonistas do país. Para encerrar, Carlos Pitta realizou uma oficina com as técnicas de composição, o que resultou na produção 50 novas músicas.

No palco

Depois de dois dias de pausa, em respeito às tradições religiosas, no sábado o cavaquinho voltou a chorar. Os artistas dedicaram suas apresentações ao músico Edson Sete Cordas, falecido em 2012, grande representante do choro no país. Subiram ao palco os grupos de Salvador Mandaia e Os Ingênuos, sendo o segundo o mais antigo do norte e nordeste do país, com 39 anos de existência e capitaneado por Cacau do Pandeiro, com 84 anos, um dos ícones da música nacional.

Como prova de que o Chorinho continua vivo, no domingo, os participantes puderam conhecer a nova geração da música no estado, que foi representado pelos jovens grupos Morde Pimenta e Casa Verde com o clarinetista Ivan Sacerdote, considerado uma das revelações atuais da música nacional.

O festival também reservou espaço especial para os artistas da terra, que foram a Filarmônica 23 de Dezembro e o músico André Oliveira. Segundo o realizador, a tendência é evoluir para um festival nacional e trazer grandes nomes do chorinho do Brasil, como o violonista Yamandu Costa, e aumentar ainda mais a participação de atrações regionais.

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