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Chapada Diamantina assina vinhos entre os melhores do Brasil e do mundo

Antônio Laranjeira – 18 de maio de 2023

Adega da Vaz guarda rótulos surpreendentes | Foto: Rogério Grillo

As cidades de Mucugê e Morro do Chapéu, além dos atrativos naturais e do patrimônio histórico, artístico e cultural, agora é também são reconhecidas como terras de vinhos com as melhores notas da crítica do Brasil e do mundo.

Se você é um consumidor experimente vinhos de alto padrão já deve ter ouvido falar de James Suckling. Se não, temos duas informações fundamentais: trata-se de um dos críticos mais respeitados do mundo e acabou de incluir a UVVA (@vinicolauvva), em Mucugê, em sua seleta lista de rótulos recomendados.

Com um histórico de mais de 30 anos de atuação na renomada revista norte-americana Wine Spectator, Suckling construiu uma reputação marcada por alto grau de exigência e consolidou uma carreira independente ao criar seu próprio sistema de pontuação.

“Rótulos que marcam de 90 a 95 pontos são considerados “de excelência. E a UVVA tem a honra de entrar para esse rol depois de conquistar 90 pontos em quatro exemplares da safra de 2019 (Cordel, Diamã e os microlotes Cabernet Sauvignon e Petit Verdot). Só não há número para medir o orgulho que estamos sentindo por essa conquista, já em nossa primeira safra!”, declarou a marca em sua página oficial essa semana.

Vinhos da Chapada Diamantina

Com a chegada do inverno de 2023 e as colheitas a expectativa é que a safra de uvas seja dentro do estimado em Mucugê e Morro do Chapéu.

Com uma altitude superior a mil metros e temperaturas amenas, a Chapada Diamantina, um dia famosa pela mineração de diamantes e hoje conhecida pelo turismo de natureza, se transformou em um dos mais promissores polos de produção de vinhos finos no Brasil.

A UVVA “tem apresentado um estilo de vinhos muito diferente daqueles do Nordeste que conhecemos. Seus traços mais marcantes são a ótima acidez e a grande variedade de aromas”, relatou a reportagem da Nossa/UOL – com curiosidades de como essa descoberta das uvas vinícolas começou com engenheiros agrônomos.

Colher uvas nesse período, em julho e agosto, só tornou-se possível graças à técnica da dupla poda desenvolvida nos anos 2000 pelo agrônomo Murillo de Albuquerque Regina, então pesquisador da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) encarregado pela Família Borré, que assume o seu DNA no empreendimento inovador e premiado.

Morro do Chapéu na rota dos vinhos

Saindo do sul rumo ao norte da Chapada Diamantina, a 235 km, é possível conhecer Morro do Chapéu, e outras vinícolas pioneiras da região também em terras acima de mil metros de altitude – ideal para agregar sabores e aromas.

Momento de colheita na vinícola Vaz | Foto: Reprodução

Outra opção recomendada para um tour de desgustação e consumação mais econômico, é Morro do Chapéu, com as vinícolas Vaz (@vinicolavaz) e Reconvexo (@vinicolareconvexo), também inovadoras nas técnicas e acolhedores receptivos.

Ambos são lugares belíssimos que têm atraído ainda mais turistas para a pacata cidade cercada de atrativos naturais – agora também devido à fama da enogastronomia.

Em 2019 a Vaz ganhou a 9ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil (GPVB) e a 4ª edição da Grande Prova Sucos de Uva do Brasil. Na categoria de vinhos, o premiado foi o Tinto Malbec, nos rótulos de espumantes os premiados foram o Brut Branco Charmat e o Brut Rosé Charmat.

Elegância e alto padrão

O setor do Turismo de Elegância tem crescido, com passos precisos que abrem novos caminhos de trabalho e renda local nessas cidades. Vinícolas recém-inauguradas são desenhadas para atrair o consumidor experiente de vinhos e o turista de alto padrão para Mucugê e Morro do Chapéu. Quem atua com eventos especiais e momentos únicos tem aproveitado essa novidade para empreender na Chapada Diamantina.



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