Assim como aconteceu na história do Brasil, os primeiros habitantes da Chapada Diamantina foram os índios, seguidos pelos portugueses, especialmente, e os africanos. Da agropecuária ao garimpo, a região se destacou na economia nacional, contribuindo, inclusive, com importantes obras estrangeiras.

A Chapada vai sendo povoada, gradativamente, por criadores de gado e produtores de café, ao lado de comunidades quilombolas (refúgio de escravos). Com a descoberta de ouro e diamante, o ciclo do garimpo se inicia. Nessa época pomposa, é construída a Estrada Real entre a Chapada Norte e Sul, de Jacobina a Rio de Contas. O lugar foi a rota oficial para transportar o ouro até a capital baiana e, de lá, aos mares estrangeiros.

A produção aurífera diminui, mas é o começo da exploração de diamantes que traz um novo movimento à região, com a presença de negociadores europeus. A exploração da pedra se expande de Mucugê para outras localidades, a exemplo de Andaraí, Lençóis, Igatu e Morro do Chapéu, definindo o lugar que passou a se chamar Chapada Diamantina, em alusão à abundância do mineral.

Garimpeiros trabalhando em Lençóis. Foto: Acervo Histórico

Garimpeiros trabalhando em Lençóis. Foto: Acervo Histórico

Por volta de 1870, o ciclo do diamante entra em decadência. No início do século XX, ele já não é encontrado tão facilmente. A era dos coronéis impera e a disputa de poder entre as famílias mais abastadas é marcante. Dentre as personalidades dessa fase, está o coronel Horácio de Mattos, que participou de fatos intrigantes, como o Cangaço (movimento do Nordeste brasileiro marcado por ações violentas, que teve como principal integrante Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião) e a perseguição à Coluna Prestes, articulação político-militar que percorreu o interior do país, pregando reformas sociais na contramão da República Velha.

No fim do século XIX, a descoberta do carbonato, conhecido como o diamante negro, reaquece a economia regional. O produto foi utilizado nos automóveis de Henri Ford, em plena Revolução Industrial, e em construções importantes, como o Canal do Panamá e o metrô de Londres.

Garimpo em Lençóis. Foto: Acervo Histórico

Garimpo em Lençóis. Foto: Acervo Histórico

A partir de 1980, desenvolve-se a exploração mecanizada de diamantes, porém seu tempo estava contado e a técnica foi proibida por questões ambientais. O turismo tornou-se uma alternativa à economia regional, fortalecendo-se com a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina (1985). É nesse período que o patrimônio natural da região se destaca como a sua grande riqueza e principal fonte de renda.

Você sabia?

Morro do Chapéu teve o primeiro coronel negro da Bahia: Francisco Dias Coelho, que governou de 1909 a 1917, de um modo diferente. Conhecido pela sua diplomacia, sentimento de justiça e bondade, foi considerado um homem com visão além do seu tempo.


Assista

Um pouco da história de Lençóis e da Chapada Diamantina pelo escritor e biólogo Roy Funch. Produzido pela Flora Comunicação. | Julho de 2015.


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