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Cientistas desvendam a “trilha dos cogumelos” no Parque Chapada Diamantina

Antônio Laranjeira – 27 de novembro de 2023

Na natureza existem espécies que vivem em simbiose com plantas e animais. São essas criaturas o objeto de estudo do “Projeto Micotrilhas Turísticas“, com atividades no Parque Nacional da Chapada Diamantina e no Parque Estadual da Serra do Conduru, ambos na Bahia.

Esses dois parques carecem de pesquisas sobre a Funga e ações de conservação mais específicas, principalmente quando se trata de conservação.

Qual a importância desses seres vivos?

Aproximadamente 148.000 espécies de micro e macrofungos foram descritas pela ciência, mas a diversidade global está longe de ser totalmente conhecida. Estima-se a existência de cerca de 22.000 espécies de cogumelos (macrofungos).

Eles são seres fundamentais dos ecossistemas e têm recebido menos atenção do que a Flora e a Fauna, embora onipresentes e de natureza altamente diversificada, formando seu próprio conjunto de organismos: a Funga.

Qual impacto estimado pelos(as) pesquisadores(as)?

Micotrilhas são roteiros micológicos guiados que proporcionam aos turistas a observação e reconhecimento da biodiversidade e da importância da Funga para a sustentabilidade dos ecossistemas.

Para transformar o contexto atual é possível estabelecer parcerias com pesquisadores e instituições de referência para concepção e implantação das Micotrilhas. Uma delas foi realizada em novembro desse ano junto com a Associação de Condutores(as) do Vale do Capão (ACVC) para capacitar guias nessa “trilha dos cogumelos”.

Espera-se que os roteiros micológicos guiados permitam que os turistas conheçam a biodiversidade de macrofungos dos parques e entendam a importância da Funga para a sustentabilidade dos ecossistemas trazendo benefícios à população, com oportunidade de geração de renda, promovendo lazer e saúde.

O que o projeto descobriu no Vale do Capão?

Entre 15 e 20 de abril de 2023 foi realizada uma expedição para coletas no Parque Nacional da Chapada Diamantina, mais especificamente em Caeté-Açú (mais conhecido como Vale do Capão), distrito da cidade de Palmeiras. Durante a expedição foram coletados 83 espécimes de macrofungos.

Sobre a metodologia, a equipe explica também que “as coletas ocorreram muito próximas das trilhas, e foram priorizadas as coletas de macrofungos que possam ser mais atrativas aos turistas, focando em variedade de espécies, com tamanho considerável e com apelo visual, gastronômico ou medicinal”.

A atividade científica está sendo patrocinada pela Fundação Grupo Boticário e realizada em parceria entre a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e a Tistu Ambiental.



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