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segunda-feira, 30 novembro, 2015 às 9:00 | Atualizado em: 30 novembro, 2015 às 9:21

Pesquisa ajuda a decifrar o perfil do turista do Vale do Capão

Realizada entre os dias 29 e 31 de outubro, a pesquisa registrou a passagem de 2.072 visitantes


ASCOM Palmeiras


Estrutura montada para a pesquisa. Foto: ASCOM Palmeiras

Estrutura montada para a pesquisa. Foto: ASCOM Palmeiras

Um estudo pioneiro na Chapada Diamantina está ajudando a decifrar o perfil dos turistas que frequentam o Vale do Capão, povoado situado a 20km do município de Palmeiras. Conduzida pela Prefeitura de Palmeiras em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Pesquisa do Monitoramento do Fluxo Turístico do Vale do Capão chegou à sua segunda edição no Feriado de Finados, ocasião em que a localidade abrigou ainda o Festival de Reggae Nós Somos o Mundo.

Realizada entre os dias 29 e 31 de outubro por brigadistas do ICMBio, com o apoio da Guarda Civil Municipal, a pesquisa registrou a passagem de 2.072 visitantes nas 32 horas de funcionamento do bloqueio implantado na estrada Palmeiras-Capão, na localidade de Pau Ferro, onde foram entrevistados os condutores de 577 veículos de passeio e aproximadamente 20% dos 528 visitantes que vieram de transporte coletivo.

Na primeira edição do estudo, realizado em setembro, por ocasião do Festival de Jazz do Capão, foram contabilizados 1.544 visitantes e 347 veículos. Contribuíram para este aumento de 24% no fluxo turístico registrado em outubro o feriado de Finados e as 8 horas a mais de pesquisa no bloqueio em comparação com o trabalho realizado em setembro, feito em apenas dois dias.

Nos dois períodos, o índice de visitantes que vieram de carro foi de três a quatro vezes superior aos que vieram de ônibus: 69% a 31% em setembro, e 75% a 25% em outubro.

PÚBLICO CATIVO

Ambos os festivais demonstraram um elevado grau de atratividade: 90% dos entrevistados em setembro declararam que estavam no Capão por causa do Festival de Jazz,  enquanto 77% responderam o mesmo para o Festival de reggae em outubro. No entanto, a grande maioria dos entrevistados já conhecia a localidade: 90% em setembro e 80% em outubro, o que indica que o Capão já conquistou um público fiel.

Em relação à procedência, um em cada três turistas chegam de Salvador, cidade de origem de 32% dos visitantes de setembro e 34% em outubro. Seabra (13% e 8,3%), Feira de Santana (10% e 3,6%), Irecê (7% e 6,4%) e Lençóis (6% e 3,4%), são, pela ordem, os municípios que mais levam visitantes ao Capão. O estudo apontou ainda que o Capão recebeu vistantes procedentes de 50 diferentes cidades de 12 estados das cinco regiões do Brasil, além de outras duas do exterior (Buenos Aires e Montevidéu).

CARRO x ÔNIBUS

O tempo de permanência médio registrado foi de três a quatro dias, faixa que agregou 49% dos entrevistados que vieram de carro e 56% dos que vieram de ônibus, enquanto 29% e 30% respectivamente ficaram dois dias, 20% e 17% ficaram quatro dias e 7% e 4% ficaram cinco dias ou mais. O meio de transporte foi determinante para o período de permanência mais curto de quem veio de carro (17% ficaram apenas um dia) e mais longo para quem veio de ônibus (5% disseram que ficariam para sempre e 3% que não sabiam quanto tempo ficariam).

Para quem vem de carro, as pousadas são o tipo de hospedagem predileta, com 39% da preferência em setembro e 50% em outubro. Em seguida vem o camping (21% e 23%), casa própria (15% e 10%), casa emprestada (7% e 8%) e casa alugada (10% e 4%). Uma parte pequena dos entrevistados residentes nos municípios vizinhos (8% e 5%) não se hospedou em nenhum lugar, preferindo retornar logo após os espetáculos. Já entre os visitantes que vieram de ônibus, 60% ficaram acampados, 25% dormiram em pousadas, 8% em casas emprestadas, 5% em casas próprias e 2% em casas alugadas.

A Pesquisa de Monitoramento do Fluxo Turístico do Vale do Capão deverá ser repetida em outros feriados e servirá de subsídio para as políticas públicas da Prefeitura Municipal de Palmeiras no Vale do Capão, juntamente com outro estudo a ser conduzido em 2016, desta vez envolvendo os moradores do Capão.

CAMPANHA

Uma novidade introduzida na segunda edição da pesquisa foi a Campanha de Conscientização Socioambiental, que consistiu na distribuição de panfletos informativos orientando o visitante sobre normas de conduta de respeito às tradições da comunidade local e ao meio ambiente. A campanha teve como garoto-propaganda o Indio Gladiador, personagem cuja fantasia foi confeccionada com base em material reciclado.

No comunicado, o visitante é convidado a integrar-se ao clima de harmonia e paz que tornaram o Capão uma das locações turísticas mais frequentadas da Chapada Diaamantina e recebe dicas sobre como preservar a segurança, a beleza e a limpeza do Vale economizando água e energia, evitando ao máximo andar de carro, mantendo as trilhas sempre limpas e sobretudo ajudando o grupo Ambiental de palmeiras (GAP) no trabalho de coleta seletiva do lixo.

O próximo passo da campanha será a distribuição do material junto às pousadas e ao comércio do Capão e nas próximas edições da pesquisa do Fluxo Turístico



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