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segunda-feira, 11 dezembro, 2017 às 9:25 | Atualizado em: 11 dezembro, 2017 às 9:38

Confira os bastidores do filme Chica Garimpeira, filmado em Lençóis



Por Luana Barros e Caroline Oliveira.

O universo mítico do diamante do ponto de vista de uma mulher é o fio condutor da narrativa de “Chica Garimpeira”, curta metragem gravado em Lençóis nos primeiros dias de dezembro, atualmente em fase de edição. O filme deverá ser lançado no início de 2018, no Rio de Janeiro.

Inspirada na história de garimpeiras que habitavam a região, a ficção de Andréa Guanaes, educadora e historiadora de Lençóis foi selecionada pelo VI edital Revelando os Brasis. Após receber uma formação em produção cinematográfica, Andréa assumiu a missão de mobilizar a cidade em busca de apoio para a produção comunitária do filme.

Confira na entrevista com Andréa Guanaes um pouco do processo de criação do filme.

Como está sendo produzido o filme, com quais recursos você conta?
Tem sido muito bom o processo de produção, principalmente por ser um tipo de áudio visual comunitário, voluntário, coletivo. A interação, a espontaneidade e até a diversão tem sido o preço pago e recebido. Em geral, no cinema as funções são bem recortadas, mas nesse projeto eu faço de tudo um pouco. Isso lapidou meu trabalho de forma positiva e com um enorme aprendizado. Nada foi realmente difícil. A equipe de produção, os atores, de figurino é toda voluntária. Contamos ainda com o apoio estrutural de empresas e instituições locais. Não quer dizer que não tive algumas dificuldades, talvez a maior delas é continuar trabalhando 40 horas em sala de aula e ser produtora, diretora, roteirista.

Ator Ricardo Marques gravando cena em antigo garimpo de Lençóis. Foto: Divulgação.

 

Equipe de produção e elenco do filme. Foto: Divulgação.

Quais são os principais focos da história que está sendo filmada?
A história que eu pensei em contar desde o inicio é uma interpretação cultural e uma vivência social de tantos anos como moradora de Lençóis. Eu queria muito mostrar a arquitetura do garimpo, a cultura religiosa de origem africana, no caso do Jarê, a memória do garimpo.

Cenários do filme remontam ao tempo do garimpo. Foto: Divulgação.

Cenários do filme remontam ao tempo do garimpo. Foto: Divulgação.

Porque uma mulher garimpeira?
Eu vejo todo dia as mulheres daqui e de muitos lugares sendo verdadeiras fortalezas, os negros e em especial as negras são heroínas diariamente. Portanto nada mais justo que criar uma heroína negra pra mostrar esta beleza e força através do áudio visual

A diretora Andrea Guanaes e a atriz Rose Lane. Foto: Divulgação.

Como se deu a escolha da atriz que interpretará a personagem Chica?
Rose Lane é uma das principais atrizes da cena Lençoense. Sempre foi uma opção intuitiva. Eu já conhecia seu talento como atriz e o sorriso, os olhos dela me remetiam a personagem que criei em minha ficção. Rose tem incorporado o personagem ao longo dos ensaios. Na verdade, os personagens têm se criado na trama de uma forma orgânica e até autônoma a minha vontade, a proporção que a história foi ganhando corpo. Priorizei ainda um elenco negro, como forma de valorizar uma estética que tanto admiro.



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