Uma diversidade de alimentos compõe a mesa das residências e dos restaurantes da Chapada. Raízes, grãos, folhas e frutos, acompanhados da carne, estão no cardápio, que ainda ganha toques especiais de acordo com as tendências do mundo contemporâneo. A experimentação na cozinha é a chave do sucesso da culinária diamantina. Conheça alguns pratos característicos de dar água na boca!

Godó de banana

Um dos pratos mais tradicionais da região, o godó de banana faz parte da lista de invenções gastronômicas dos garimpeiros. Nada mais é que um ensopado feito com carne de sol e banana-verde, que fica muito bem acompanhado com arroz, feijão, farofa e salada. É uma ótima refeição para aguentar as caminhadas pela região.

Godó de Banana. Foto: Açony Santos

Godó de Banana. Foto: Açony Santos


Farofa de garimpeiro

Feita com carne de sol frita, essa farofa é bem temperada, sequinha e prensada, como uma paçoca. Uma delícia inventada pelos garimpeiros que se embrenhavam nas matas e precisavam de um alimento que os sustentassem por horas e fosse conservado por dias.

Farofa de Garimpeiro. Foto: Branco Pires

Farofa de Garimpeiro. Foto: Branco Pires


Cortado de palma

A palma é um tipo de cacto muito comum no sertão nordestino, utilizada para a alimentação do gado e também humana, principalmente nas épocas de estiagem. Combina bem como acompanhamento para pratos típicos, como o godó de banana. É servida refogada em pequenos cubos.

Prato com Cortado de Palma. Foto: Caiã Pires

Prato com Cortado de Palma. Foto: Caiã Pires


Palmito de jaca

A iguaria é exclusiva da região e logo cai no gosto dos turistas. Do broto da fruta verde, que quando cortado e cozido tem consistência similar ao palmito, são preparadas moquecas, substituindo o peixe e/ou o camarão pela fruta, e recheios para diversos tipos de salgados, especialmente pastéis. No Vale do Capão e em Conceição dos Gatos, você poderá degustar essas delícias singulares.

Pastel de Palmito de Jaca. Foto: Açony Santos

Pastel de Palmito de Jaca. Foto: Açony Santos


A produção agrícola da Chapada Diamantina, com destaque para os alimentos orgânicos, já rendeu premiações e reconhecimento internacional pela sua qualidade. Fique por dentro dos produtos legítimos da região.

Cachaça e Cerveja

A Chapada Diamantina é produtora de uma das melhores cachaças do país. A bebida é exportada para diversos países e pode ser provada em bares e restaurantes da região. As principais marcas são: a orgânica Serra das Almas, de Rio de Contas, considerada a melhor do Brasil; a Abaíra e a Cachoeira do Buracão. É possível ainda visitar os alambiques onde são elaboradas de modo artesanal e conhecer o passo a passo da produção. Algumas localidades, com destaque para o Vale do Capão e Lençóis, também têm se destacado no ramo da cervejaria artesanal, oferecendo combinações à base de produtos orgânicos e regionais, o que confere novos sabores e opções aos degustadores de plantão.

Cachaça Serra das Almas, produzida em Rio de Contas. Foto: Caiã Pires

Cachaça Serra das Almas, produzida em Rio de Contas. Foto: Caiã Pires

Cervejas artesanais da Chapada Diamantina. Foto: Caiã Pires

Cervejas artesanais da Chapada Diamantina. Foto: Caiã Pires


Café

A Chapada Diamantina possui uma produção reconhecida de café gourmet ou especial, categoria da bebida e dos grãos considerados de alta qualidade. Diversos produtores da região já tiveram seus cafés premiados no Cup of Excellence, concurso que nasceu no Brasil e hoje acontece em outras partes do mundo, prestigiando os melhores cafés. Por diversos anos, os grãos produzidos em Piatã, município que fica no sudoeste da região, conquistaram os primeiros lugares do país. O sucesso deve-se, principalmente, à altitude acima dos mil metros – a maior do Brasil para o plantio de café -, e ao clima ameno da região, ideal para o desenvolvimento da cultura do grão. Já o município de Ibicoara, além de cultivar cafés de excelência, utiliza técnicas orgânicas e biodinâmicas, que priorizam a preservação do meio ambiente. As principais marcas comercializadas na região são: Rigno, Gourmet Piatã, Terroá, Natura Gourmet, Latitude e Serra das Almas.

Produção de café. Foto: Túlio Saraiva

Produção de café. Foto: Túlio Saraiva


Mel

Na Chapada, o mel produzido localmente está presente em mercadinhos, bares e até nas portas das casas. A Associação de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Capão, responsável pelo mel Flor Nativa, é destaque no assunto pela certificação orgânica e premiações frequentes no âmbito da Bahia e do Nordeste. Desde o início de 2015, a associação também vem produzindo hidromel, apelidado de Melvino, que consiste em uma mistura de mel com água e frutas regionais.

Mel Flor Nativa, produzido no Vale do Capão, Palmeiras. Foto: Arquivo Associação de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Capão

Mel Flor Nativa, produzido no Vale do Capão, Palmeiras. Foto: Arquivo Associação de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Capão

Você sabia?

Usado por vikings, gregos e romanos, o hidromel parece ter surgido de forma natural nas savanas africanas, após fortes chuvas, o que provocou a inundação das colmeias. Conhecida como uma das bebidas mais antigas da humanidade, ao longo da história foi considerada um verdadeiro manjar dos deuses!


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