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Subida da Serra da Santana

Texto: Raimundo Mazzei

O sentimento de Fé domina a atmosfera na Sexta-Feira Santa, em Piatã, cidade mais alta do Nordeste Brasileiro (1.268 metros). As motivações de passeios dos peregrinos mesclam o Turismo Religioso com o deslumbrante cenário das trilhas ecoturísticas, numa das montanhas mais frias da Chapada. Lá no alto, em alguns anos, as temperaturas chegam a 7ºC, em pleno outono.
Enquanto centenas de fiéis vão pagar suas promessas e fazer pedidos na secular Capela do Senhor do Bonfim, na Serra de Santana – numa grande procissão em fila indiana -, outros tantos seguem na trilha até o cume da Santana para um pernoite bem gelado e “agasalhado” de todas as formas. A maioria dos moradores de Piatã fazem a visita em penitência, enquanto outros vão apenas para se divertir.

Subida da Serra da Santana | Foto: Açony Santos

Subida da Serra da Santana | Foto: Açony Santos

 

Peregrinos subindo até a capela. Foto: Paróquia Senhor Bom Jesus de Piatã

Peregrinos subindo até a capela. Foto: Paróquia Senhor Bom Jesus de Piatã

 

A Capela do Senhor do Bonfim é a mais significativa construção na Serra de Santana e sua localização, no meio do verde serrano, é um dos principais cartões-postais da cidade. A trilha que lhe dá acesso, de menos de 1 km e com pequeno grau de dificuldade, é considerada uma via sacra e costuma ser muito visitada na Semana Santa. A chegada no alto compensa o sacrifício. Daí se tem uma bela visão panorâmica da cidade e das outras serras. No trajeto, há uma nascente de água, sempre gelada, que refresca e sacia a sede dos fiéis. A trilha –agora mais rarefeita – continua subindo e vale a pena chegar até o cume da Serra do Santana para ter outra bela visão panorâmica da paisagem de Piatã.
A peregrinação conta com esquema de segurança que visa proteger os participantes e também na natureza.

Serra da Santana
Além de chamar a atenção por sua beleza, a Serra faz parte da história e da vida de todos nós moradores, sendo considerada o pano de fundo da cidade. Abrigando fauna e flora de grande importância para o funcionamento do bioma da região. Com altitude superior a 1.400 m acima do nível do mar, foi nesta serra que os bandeirantes, no século XVII, encontraram grandes jazidas de ouro e diamantes, onde, hoje, samambaias, bromélias e orquídeas enfeitam a paisagem.

Topo da Serra da Santana na Sexta-feira da Paixão. Foto: Ilza Oliveira.

 

Topo da Serra da Santana. Foto: Ricardo Pina Xavier

“É preciso ter muita fé e preparo físico para alcançar os 2,2 km de subida bem íngreme até o topo”, brinca o guia Ricardo Xavier. “Afinal, com uma inclinação que chega a 412 metros de desnível positivo em uma altitude de 1660 metros exige muita disposição”, completa Ricardo.
Mas o esforço é recompensado com um belo visual da cidade e das montanhas ao redor, um verdadeiro presente para quem começou a caminhada na madrugada.

Topo da Serra da Santana. Foto: Ricardo Pina Xavier

A Paróquia da cidade promove outras celebrações durante a Semana Santa, confira abaixo a programação:



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